Pílula do dia seguinte: perguntas mais frequentes

Pílula de emergência ou pílula do dia seguinte é um método que usa um hormônio similar à progesterona (levonorgestrel) em dose alta, para impedir uma gravidez. É um método de emergência, para ser usado apenas em condições especiais, exemplo:

  • Preservativo que arrebentou.
  • Ter ficado mais de dois-três dias sem tomar a pílula comum.
  • Em caso de violência sexual.
  • Relação sexual sem nenhuma proteção contraceptiva.

Qual pílula tomar?

Hoje em dia recomenda-se o uso da apresentação mais moderna, que tem apenas uma pílula com 1,5 mg de levonorgestrel. Existem várias no mercado e não são caras.

Quando?

O mais rapidamente possível, dentro de no máximo 72h (3 dias). A eficácia é tanto maior quanto mais cedo tomar. 95% nas primeiras 24h, caindo para 85% e 60%, no segundo e terceiro dias, respectivamente. Caso a menstruação atrase mais de cinco dias, deve-se fazer um teste de gravidez.

Como age?

Impedindo a fecundação ou retardando ou inibindo a ovulação. A pílula do dia seguinte não atua numa gravidez em andamento.

Tem efeitos colaterais?

Como todo medicamento, pode apresentar alguns efeitos. Os mais comuns são os enjoos e vômitos. Se a usuária vomitar até duas horas após a tomada, a pílula pode não ter sida absorvida, e, portanto, falhar. Deste modo, é recomendável tomar-se um medicamento para enjoos 1h antes de tomar a pílula de emergência. Outros efeitos: dor nas mamas, adiantamento ou atraso menstrual.

A pílula de emergência é legal?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em janeiro de 2007 no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da contracepção de emergência, tornando-a legal como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Podem-se tomar várias vezes num mesmo mês?

Não é aconselhável a administração repetida das pílulas de emergência no mesmo ciclo menstrual, para evitar-se uma sobrecarga hormonal. Após o uso da mesma, recomenda-se a utilização de um método contraceptivo como o preservativo em cada relação sexual, até a próxima menstruação. Neste intervalo, aproveite e procure um ginecologista para avaliação e orientação sobre outro método regular de anticoncepção.

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